RUBENS LISBOA é sergipano de Aracaju. Desde pequeno que se interessa pelas artes em geral, sendo o autor de vários textos poéticos, além de alguns outros para teatro. Começou a compor em 1984, quando participou do Festival de Música “NOVO CANTO”, em sua cidade natal, obtendo a 4ª colocação com a música “SAMBA DA UTOPIA”, interpretada pela cantora Maria Lobão.

No ano seguinte, através da interpretação de Amélia Daura, outra grande cantora sergipana, obteve o 1º lugar com a canção “ALUARAN”, no Festival de Verão, realizado na Praia de Atalaia, também em Aracaju (SE).

Posteriormente, veio a participar de vários outros Festivais de Música, dentro e fora do Estado, inicialmente somente como compositor, e, depois, defendendo suas próprias criações, sempre se colocando entre as primeiras classificadas.

Em 1986, pisou pela primeira vez num palco como intérprete. Foi no show “DEZ-COLAGEM”, uma iniciativa inédita de vários artistas sergipanos que, à época, começavam as suas carreiras e formaram a lendária “QUE BANDA É ESSA…?”

A partir daí, participou também de diversos eventos como artista convidado, já cantando suas próprias composições, além de interpretar canções de outros autores.

Foi o caso, por exemplo, do show de encerramento do 1º Festival de Música Ecológica, realizado pela Universidade Federal de Sergipe e também do que ocorreu quando da 2ª Semana Interna de Arte da PETROBRÁS.

Cantou durante dois anos na noite sergipana, destacando-se nas extintas casas de shows “CANTUÁ” e “KOPO GELADO”.

Foi o fundador e vocalista da Banda “ÁGUA FURTADA”, sucesso inquestionável em Aracaju durante a primeira metade da década de 90. Com a supracitada Banda, fez o show de encerramento do FEST-LIVRE, um Festival de Música Popular por ele organizado, o qual se realizou durante três anos consecutivos no Teatro Atheneu Sergipense. Em tal Festival, surgiram vários compositores e intérpretes que atualmente povoam a cultura sergipana.

Nos anos de 1990 a 1992, participou do Projeto “Seis e Meia”, quando, além de cantar com colegas sergipanos, chegou a dividir o palco com o mineiro Lô Borges. Em 1993, participou do FEMUFS (Festival de Música Universitária), conseguindo o Prêmio de Destaque naquele evento.

Em 1996, depois de quatro anos consecutivos conseguindo se classificar para a finalíssima da Eliminatória-Sergipe do Festival Regional de Música “CANTA NORDESTE”, obteve o 1º lugar com sua composição “VIOLAR”. Em maio de 1997, no show “ENCONTROS”, realizado no Teatro Atheneu, dividiu o palco com a cantora Patrícia Polayne, evento que conseguiu unanimidade de elogios de público e crítica.

É o responsável pela composição (como co-autor) da trilha do espetáculo musical “A ÓPERA DO MILHO” ao lado do também compositor Neu Fontes. Apresentou-se em 1997 no Projeto “Prata da Casa” – Ano I, oportunidade em que pôde mostrar mais a fundo o seu lado de intérprete, quando, intercalando com canções de sua autoria, cantou composições de grandes nomes da nossa música nacional.

Em maio de 1998, lançou seu primeiro CD solo intitulado “ASSIM, MEIO DE LUA…”. Dele, além de composições suas (assinadas sozinho ou com parceiros), constam obras de compositores sergipanos que admira (Joésia Ramos & Maria Cristina Gama, Pantera & Ronaldson, Irmão & Tom Robson, Marta Mari & Antônio Passos, Guga Montalvão & Ricardo Monteiro), além de algumas releituras para canções de nomes notáveis da nossa M.P.B. (Chico Buarque, Frejat & Cazuza, Arrigo Barnabé & Hermelino Neder). Em 1999, participou do Projeto “Prata da Casa” – Ano III com o super elogiado espetáculo intitulado “TODAS AS TRIBOS”, o mais premiado do ano e com o qual arrematou, ao todo, seis troféus. Além do prêmio de melhor show, Rubens teve a composição “AVISO AOS NAVEGANTES”, de sua autoria, escolhida como a melhor música ali apresentada.

Em janeiro de 2000, apresentou o mesmo show, mas em formato acústico, no Espaço Cultural Yázigi, abrindo o Projeto “Acoustic Sessions”, e se consolidando, segundo a mídia especializada sergipana, como o mais sério e talentoso artista da nova geração musical do Estado.

Em agosto de 2001 lançou oficialmente o seu 2º CD, o qual recebeu o sugestivo título de “SEGUNDAS INTENÇÕES”, através do qual mostrou ao público um trabalho inteiramente autoral. Composto de dezesseis faixas, metade delas feita em parceria com outros autores sergipanos, o CD fala, primordialmente, do amor ao ato de cantar, exaltando o ser-artista que, através da expressão do seu sentimento, ajuda a todos no enfrentamento das agruras do dia-a-dia.

Neste trabalho, Rubens mostrou, mais uma vez, a diversidade musical que adotou para o seu canto, posto que passeou por diversos ritmos, tais como: samba, bossa-nova, tango, blues, maracatu, côco, pop-rock, dance, balada e galope. Realizou, em seguida, diversas apresentações objetivando a divulgação do CD, tendo se destacado ainda como organizador do show coletivo “HÁ MIL TONS”, realizado em dezembro do mesmo ano, no Teatro Atheneu.

Assumiu, no começo de 2002, o cargo de Secretário da ASSAIM (Associação Sergipana de Autores e Intérpretes Musicais), entidade que visa primordialmente à divulgação dos artistas sergipanos que possuem trabalhos fonográficos gravados.

Foi com especial alegria que viu seu nome passar a fazer parte do DICIONÁRIO CRAVO ALBIN DA MPB: http://www.dicionariompb.com.br/ e também teve o seu trabalho incluído na homepage especializada em música nacional: www.cliquemusic.com.br.

Participou como convidado especial, em fevereiro de 2002, da semana de festividades de inauguração do Teatro Tobias Barreto, templo de cultura construído na Capital do seu Estado. Em 2003, integrou o time de artistas nordestinos que fizeram parte do CD “ECOS DO SÃO FRANCISCO”, um tributo ao Rio São Francisco, produzido por ROBERTO SANTANA, em Salvador (BA).

Em dezembro do mesmo ano, fez os shows de abertura das apresentações do artista TOM ZÉ em Aracaju, durante edição do Projeto MPB – PETROBRÁS de Música.

Em março de 2004, integrou como convidado especial o time que fez parte do show coletivo referente às comemorações do cinquentenário do Teatro Atheneu e, no mês seguinte, participou do Festival de Música SESCANÇÃO, promovido pelo SESC – Sergipe, tendo sido um dos finalistas com a música “A FONTE DO COMPLEXO”, parceria com Gilton Lobo.

Em maio do mesmo ano, participou ainda do 1º PRÊMIO BANESE DE MÚSICA, festival organizado pelo Banco do Estado de Sergipe com a canção de sua autoria intitulada “SAMBA”.

Em junho, a convite da produtora musical carioca ANA LÚCIA GARCEZ, apresentou-se no Rio de Janeiro, acompanhado de banda.

Participou do Projeto “Cartão Postal da MPB”, realizado no Centro Cultural da Justiça Federal, em duas apresentações (ao meio-dia e às 18 horas) em mostrou o seu trabalho nas Casas de Shows “FAROL DA LAPA” e “DÂNDI BRASIL”, esta localizada em Ipanema.

Em março de 2005, fez a abertura do show de Ithamara Koorax, em comemoração aos 51 anos de fundação do Teatro Atheneu Sergipense, atendendo a convite feito pela própria cantora, tendo cantado com a mesma, durante a apresentação dela, a canção “Fica Mal Com Deus”, de Geraldo Vandré.

Em outubro de 2007, lançou o seu terceiro CD, intitulado “TODAS AS TRIBOS”, no qual gravou várias criações próprias, além de releituras para canções assinadas por Antonio Villeroy, Vander Lee e Zeca Baleiro.

A cantora e já amiga Ithamara Koorax fez-se presente, como convidada especial, na faixa “Samba”. Em 2006, foi finalista do 2º PRÊMIO BANESE DE MÚSICA com a canção de sua autoria intitulada “CIRANDA DO AMOR” e passou a escrever semanalmente MUSIQUALIDADE, uma Coluna sobre música integrante do portal INFONET, através da qual redige resenhas de lançamentos de CD’s e comenta sobre diversas novidades musicais.

Em maio de 2010, lançou seu quarto CD, intitulado “ARTEIRO”, um trabalho totalmente autoral, de sonoridade acústica e que recebeu várias citações bastante elogiosas, inclusive por críticos musicais do eixo Rio-São Paulo, como as constantes do site “Ziriguidum” de Beto Feitosa e do blog “Notas Musicais” de Mauro Ferreira, além de comentário super positivo feito pelo pesquisador João Pimentel no jornal “O Globo” do dia 16 de abril daquele ano.

Em dezembro de 2010, começou a ser veiculado pela TV Aperipê (canal sergipano ligado à TV Cultura) o seu primeiro videoclipe, o qual foi feito com a canção “CANDURA”, de sua própria autoria.

Em março de 2012, lançou oficialmente um box contendo três CD’s nos quais vários artistas na nossa MPB estão a interpretar canções inéditas de sua autoria. Um marco real em sua carreira que promete continuar sendo marcada pela ousadia, versatilidade e criatividade.

Rubens Lisboa